quinta-feira, 28 de junho de 2012
Curso de adestramento Canino I
ADESTRAMENTO BÁSICO
É o início da preparação do animal para o objetivo que se quer atingir.
Nessa fase o cão deverá entender que está sendo trabalhado e que deverá
trabalhar com muita disposição e obediência.
a) Material utilizado:
1. Guia: existem dois modelos: a longa que mede, aproximadamente 10
(dez) metros e a curta 1,50 m ( um metro e cinqüenta centímetros). A
guia se divide em Três partes: alça, corpo e mosquetão.
2. Colar de espinhos: ajustáveis ao pescoço do animal. Pode ser usado com
espinhos para fora ou para dentro.NOTA: atualmente conforme normas
adotadas pelas Sociedades de Criadores de Cães Pastores Alemães do
Brasil. É proibida a utilização do colar de espinhos para dentro, ou seja,
com os espinhos voltados para o pescoço do animal. O mesmo só poderá
ser utilizado, em casos em que o animal for muito feroz e estiver fora de
controle.
3. Enforcador: colar liso.
4. Rasqueadeira: utilizada para remoção dos pelos mortos. Deve ser usado
pelo menos duas vezes por semana.
5. Escova: ao mesmo tempo em que limpa o pelo do cão, ativa a circulação
sangüínea.
6. Peitoral: utilizado para cães de busca de rasteio e venteio.
7. Cambão: apetrecho para captura de animal agressivo, pode ser utilizado
também no adestramento durante a amizade com animal de
temperamento forte.
b. Adestramento:
O adestramento básico consiste dos seguintes exercícios:
I. Amizade com o cão
II. Exercício de junto
III. Exercício de senta
IV. Exercício de parado
V. Exercício de deita
VI. Exercício de morto
VII. Exercício de vivo
VIII. Exercício de fica
I. AMIZADE COM O CÃO
a. A amizade com o cão deve ser feita, quando o mesmo é ainda filhote ( na
faixa de três meses). Essa amizade deve ser feita, no sentido de
aproximar o cão do seu dono, e ou adestrador e afastar os possíveis
inimigos.
b. Período muito importante precedente ao adestramento. Durante três
semanas, o adestrador deverá levar o cão para passeio, brincar com o
mesmo e observar todos os vícios e características do cão. É nessa fase
que o adestrador procurara descobrir e explorar as qualidades e defeitos
apresentados pelo animal. O adestrador deixará junto ao cão um objeto
de uso pessoal(lenço, sapato) para que o mesmo se familiarize com seus
odores. Também através da amizade, o homem irá obter a confiança do
animal, assim como, o cão a do adestrador.
c. Aproveitando a vivacidade do filhote, pode se começar a estimula-lo com
ordens que antecipem os comandos a serem aprendidos no futuro, tais
como: SENTA, ATENÇÃO, MUITO BEM, AQUI, NÃO, PEGA. Um bom
exercício para ser feito nesse período e alertá-lo toda vez que se
aproximar um estranho, com o comando de atenção.
d. Durante a amizade iremos começar a colocação do colar no pescoço do
animal.
DESENVOLVIMENTO:
a. Passamos a guia em torno do seu pescoço, viramos os espinhos para fora
e enfiamos pela cabeça do animal.(Quando conhecemos a índole do
animal e sabemos que o mesmo não tentará morder o adestrador).
b. Da mesma maneira que o anterior, vamos passar a guia em trono do
pescoço do cão, soltamos um dos elos de espinhos, abrindo totalmente o
colar e colocamos o mesmo em volta do pescoço do animal. (Não
conhecemos o animal). Se o animal mostra-se inquieto é porque não está
acostumado a Ter objetos estranhos em torno de seu pescoço. Para
evitar isso deixamos o colar a ser utilizado com o cão par o mesmo
brinque com o colar e se familiarize com o mesmo. Colocamos o colar no
pescoço do animal e vamos assim acostumando-o a essa sensação de
enforcamento, provocado pelo colar. Quando já se nota uma perfeita
aceitação do animal, estaremos então prontos para sairmos com o cão
preso a guia. Nunca se deve obrigar o cão a andar, se notarmos que o
mesmo está aflito por causa do colar.
II. EXERCÍCIO DE JUNTO
O guia conduzirá seu cão por um colar, chamados de Enforcador ou de
espinhos, em cuja argola se prenderá a uma guia de um metro e vinte
centímetros aproximadamente. Ao fazer caminhar o cão, a ele ordenará com
voz firme: JUNTO.
III. EXERCÍCIO DE SENTA.
A esta altura, a importância de chamar o cão pelo nome já é indiscutível. Por
isso, seu nome tem o mesmo peso de um comando.
Fazer com que ele esteja imediatamente atento assim que o dono chamá-lo
com voz firme e forte, já é meio passo dado para que ele obedeça com
sucesso. Depois de prender sua atenção chamando pelo nome, pare diante
dele para ensiná-lo a sentar. Suspenda suavemente a guia ao mesmo tempo
em que diz SENTA ou SIT e pressione a garupa dele para baixo, com os
dedos polegar e indicador em forma de pinça. São três movimentos
simultâneos: SENTA ou SIT, tranquinho da guia para cima e pressão em sua
garupa par abaixo, chegará o momento em que não será preciso pressionar
a garupa do cão (e ele mesmo avisará quando estiver pronto). A partir daí,
fique diante do cão, suspenda a guia e movimente a mão direita de trás para
frente, como se fosse uma raquete. O movimento deve iniciar ao lado do
corpo e terminar acima dos olhos do cão. Enquanto durar o movimento,
pronuncie SENTA. Assim que ele senta, de o comando FICA e afaste-se dele.
Depois de alguns segundos, vá até o cão e acaricie-o a fim de incentivá-lo a
acertar o comando sempre. E muito provável que ele tente levantar, mas se
ele fizer isso, você deve dizer NÃO, imediatamente e FICA, mesmo que
tenha que voltar e começar o exercício novamente não concorde com o erro
dele, nunca.
No início, não se afaste muito, dê apenas alguns passinhos para trás e
elogio-o em seguida, para que ele vá se acostumando com sua distância.
Com alguns exercícios, a guia não será necessária para fazer sentar.
IV. EXERCÍCIO DE PARADO
O adestrador deverá colocar a mão sob a barriga do cão, obrigando-o ficar
de pé e ao mesmo tempo pronunciará a palavra PARADO, a cada repetição
do exercício o cão deverá ser elogiado.
Poderá ainda, partindo da posição de SIT ou SENTA, comandar-se PARADO,
pressionando-se com suavidade a guia para frente até conseguimos o
desejado. Podemos ainda, ao mesmo tempo em que pressionamos a guia
par frente, com pé esquerdo encaixado no vazio do animal, erguê-lo para
cima até a posição desejada.
V. EXERCÍCIO DE DEITA
Essa posição em que o animal permanece deitado sobre suas quatros patas,
(posição esfinge). Partindo-se da posição de SIT ou SENTA, o adestrador
coloca-se à frente do animal, levanta e puxa suas patas dianteiras até que
ele fique deitado, pronunciado sempre a palavra DAWN ou DEITA. Partindo
ainda da posição de SIT ou SENTA, o adestrador segura com a mão
esquerda próximo ao colar e pressionando continuamente para frente e para
baixo, conduzirá o cão em direção ao solo, até que o mesmo fique deitado
sobre as quatro patas, sempre pronunciando a palavra DEITA. Quando o cão
ficar na posição desejada, sem oferecer resistência deverá ser elogiado e
agradado pelo adestrador.
Esse exercício deve-se repetir até o cão aprender perfeitamente o comando.
Logo que o cão o realize por sinais deve o guia colocar-se à frente do cão e
ao mesmo tempo que lhe ordena DEITA, moverá energicamente a mão para
baixo. Tão logo o cão se encontre corretamente deitado, o adestrador
segurando a ponta da guia, dá pequenas voltas ao redor do animal,
chegando mesmo a pular por cima de seu dorso, repetindo a ordem DEITA.
Não se deve permitir que o animal acompanhe com as vistas o adestrador,
durante essa pequenas voltas ou mudanças de posição. Não é conveniente,
por cansar o animal, obrigar o cão a permanecer muito tempo nessa
posição.
VI. EXERCÍCIO DE MORTO
Esse movimento é aquele em que o cão deverá fingir-se de morto. Para
conseguir esse movimento, devemos ficar de cócoras ao lado do cão, o qual
encontra-se na posição DEITA, como a mão direita segurar a guia e a mão
esquerda deverá ser colocada no vazio do cão, forçando-o para a esquerda
até que ele fique complemente estendido no solo. Em seguida o adestrador
deverá levantar-se sempre pronunciando a palavra MORTO, fazendo com
que o animal finja-se de morto por alguns segundos.
VII. EXERCÍCIO DE VIVO
Com o cão na posição de Morto, iremos para a frente do mesmo, com a mão
esquerda seguramos a guia e daremos um ligeiro, tirão para cima na guia e
pronunciamos a palavra VIVO o cão deverá imediatamente ficar em pé na
posição de PARADO. Repetimos esse exercício tantas vezes quantas forem
necessárias, até que o animal passe a obedecer o adestrador por um simples
gesto ou comando.
VIII. EXERCÍCIO DE FICA
Estando o cão nas posições de SIT ou SENTA, PARADO, DAWN ou DEITA,
MORTO e VIVO, o adestrador se afastará pouco a pouco do mesmo, dizendolhe,
QUIEDATE ou FICA, ao mesmo tempo em que por gesto energético
esticará o braço direto para frente, o cotovelo ligeiramente dobrado e
apresentado a palma da mão direta voltada par o cão. Cada vez que o cão
efetuar algum movimento, deverá ser executado o comando e o gesto para
que o cão permanecerá na posição ordenada. No início desse exercício,
quando fazemos o gesto com a mão, é interessante que o adestrador toque
com a palma da mão o focinho do animal. Se o cão tentar se mover
empregamos energicamente a palavra FOI, que é o termo de repressão, pois
o cão a essa altura da instrução já perceberá que se emprega a palavra para
que se deixe de fazer algo que seu adestrador não lhe tenha ordenado. A
medida que o cão vai interpretando a ordem o adestrador aumentará a
distância paulatinamente.
Este
ADESTRAMENTO AVANÇADO
Este tipo de adestramento só deverá ser iniciado após o cão estiver
adestrado no adestramento básico, tendo em vista que as execuções dos
exercícios de adestramento secundário dependerão dos exercícios de
adestramento básico:
No adestramento avançado ensinaremos o nosso cão os seguintes
exercícios;
I. Exercício de DAWN FOR
II. Exercício de AQUI
III. Exercício de IR EM FRENTE
IV. Exercício de RECUA ou (IR PARA TRÁS)
V. Exercício de APORT ou (SEGURA)
VI. Exercício de AUSS ou (LARGA)
VII. Exercício de BUSCA
VIII. Exercício de CORTA
I. EXERCÍCIO DE DAWN FOR ou RASTEJA
Neste exercício o cão deverá rastejar. Este procedimento é muito útil na vida
Policial Militar quando houver necessidade de nos aproximarmos de um local
sem sermos percebidos.
Estando o cão na posição de DAWN ou DEITA, se lhe puxará com suavidade
a guia para frente e para baixo, dizendo-lhes as palavras DAWN FOR, até
que o mesmo comece adiantar-se arrastando-se. A cada movimento
efetuado pelo cão, por menor que seja, o guia o afagará carinhosamente,
dizendo-lhe MUITO BEM, porém sem afrouxar a guia para que o cão não se
levante.
Aprendido a executar este exercício através de simples comando, começarse-
á repetir o mesmo, por sinais. Devemos insistir no treinamento, até que o
cão interprete o sinal. Pouco a pouco se vai soltando cada vez mais a guia
para que mais tarde esta possa ser suprimida totalmente, quando o cão se
arrastar somente ao comando de DAWN FOR.
De nenhum modo se deve pensar que este exercício carece de importância,
pois na prática é o saldado (adestrador) que deve arrastar-se ao solo ao
lado do cão, em caso de emergência ou quando deva acercar-se de um ligar
onde se encontram elementos suspeitos.
Podemos ainda, estando o cão em DAWN ou DEITA, tomando-lhe sua patas
dianteiras fazermos com que o mesmo arraste-se puxando-lhe pelas patas
em nossa direção uma de cada vez. Por menor que seja o deslocamento
conseguido pelo sinal devemos elogiá-lo.
II. EXERCÍCIO DE AQUI
Quando o cão estiver afastado de seu adestrador e este quiser chama-lo, o
comando a ser empregado deverá ser AQUI. Ao mesmo tempo em que o
adestrador comandar AQUI, deverá apontar o dedo indicador da mão direita
na direção do nariz do animal até o cão á sua frente, puxando-o pela alça da
guia. Recebendo este comando o cão deverá aproximar-se até a frente do
adestrador permanecendo na posição de SIT ou SENTA. Se este não fizer,
comandaremos SIT ou SENTA até que se possa suprimir este comando.
Para este exercício o adestrador deverá ficar de frente voltada para o cão e
com suas pernas afastadas
III. EXERCÍCIO DE IR EM FRENTE
Para o soldado da Polícia Militar que faz patrulhamento com seu cão, é de
fundamental importância que seu acompanhante (cão) vá de vez em quando
adiante do adestrador, sobretudo quando o local patrulhado é de má
reputação, ou estradas solitárias, ou em altas horas da noite ou ainda zonas
desconhecidas pelo Policial e que poderão ser explorados pelo cão.
O cão que possui audição e olfato bem apurados, não perderá nenhum ruído
estranho e perceberá o perigo muito antes de seu guia e avisará com latidos
e grunhidos, quando encontrar alguns pessoa ou objetos suspeitos, evitando
assim, que o soldado (adestrador) seja surpreendido. Para ensinar um cão a
IR EM FRENTE, já que até agora foi ensinado a caminhar ao lado esquerdo
de seu adestrador, se escolhe um local solitário onde nada atraí a atenção
do animal.
Quando o cão vai caminhando ao local do Soldado (adestrador), este
estanca de repente e acaricia o cão dizendo-lhe VAI EM FRENTE, ao mesmo
tempo em que lhe indica simultaneamente a direção com a mão direta. Afim
de conseguir pouco a pouco que se adiante é necessário que o guia caminhe
bem devagar dando sempre o comando de IR EM FRENTE, e como o cão, por
si só, deseja passear e farejar sempre adiante, paulatinamente aumentará a
distância entre ele e seu guia.
Caminhando por um campo aberto, se obrigará que o cão busque em
direção aos dois lados do guia, exercício este adicional, que se obtém
facilmente. Ao caminhar o adestrador para o lado oposto da direção que
tenha tomado o cão, obrigará que este também o siga neste sentido e assim
o adestrador marchará (caminhará) da esquerda para direita e vice-versa,
até que o cão tenha aprendido a trançar em maior ou menor distância num
amplo ziguezague na frente de seu guia.
Tão logo o cão execute este exercício, de dia, devemos repeti-lo a noite em
lugares diferentes.
Podemos ainda utilizar para o treinamento deste exercício uma haste, na
qual adaptamos uma roldana e uma guia (corda fina de nylon) de tamanho
longo. Podemos ainda contar com o auxílio de um ajudante que
permanecerá escondido em um local qualquer, também de posse de uma
guia longa que ataremos no pescoço do cão. Nesta duas hipóteses, caso o
cão rejeite ou vacile em executar, o exercício. O condutor e o ajudante
darão pequenos tirões na guia e ao mesmo tempo o adestrador dará o
comando de VAI EM FRENTE, e os respectivos elogios ao animal.
IV. EXERCÍCIO DE RECUAR ou IR PARA TRÁS.
Para o treinamento deste exercício, podemos utilizar dois obstáculos
compridos e paralelos, no meio dos quais colocamos o cão e vamos
empurrando-o para trás ao mesmo tempo em que se faz o gesto
característico e se repete o comando de RECUA ou PARA TRÁS.
Podemos ainda, para ensinar este exercício, utilizarmos duas guias longas
que estarão atadas ao colar do pescoço do animal. Adestrador e cão na
posição de JUNTO, uma guia em cada mão, vamos dando pequenos tirões
para trás ao mesmo tempo que se repete continuamente a palavra RECUA
ou PARA TRÁS.
Se o cão procurar desviar-se devemos a princípio utilizar uma parede a qual
deverá estar a esquerda do animal. Se o cão negar-se a caminhar para trás
podemos pisar suavemente em suas patas dianteiras sem machuca-lo pois o
animal para evitar que o pisemos retrocederá.
Quando o cão já retroceder sem dificuldade junto ao adestrador devemos
ensinar-lhe que o faça afastado do mesmo. O cão na posição de PARADO, na
frente do adestrador a uma distancia de meio metro aproximadamente,
damos o comando de RECUA ou IR PARA TRÁS.
E caminhando para o mesmo convocando-o a retroceder fazendo gesto com
a mão direita. Se o cão parar ou rejeitar o exercício, pisamos suavemente
em suas patas fazendo-o retroceder.
V. EXERCÍCIO DE APORT ou SEGURA
Para ensinar um cão a apanhar um objeto qualquer, se começa por
introduzir um sua boca um artefato de madeira ou de borracha (halter) Após
introduzir o objeto em sua boca, fechamos a mesma para que o cão não
solte o objeto, dizendo sempre APORT ou SEGURA. Logo que o cão
mantenha durante algum tempo o objeto na boca (por alguns instantes que
seja), o adestrador ordenará para que fique segurando o mesmo, repetindo
sempre APORT ou SEGURA e elogiando-o com palavras de carinho como
MUITO BOM, MUITO BEM, etc.
VI. EXERCÍCIO DE AUSS ou LARGA
Logo o cão mantenha durante algum tempo o objeto na boca, o adestrador
ordenará para que o mesmo solte, dizendo-lhe AUSS ou LARGA, ou SOLTE
ou ainda TIRA, enquanto tiramos o objeto da boca do cão com suaves
puxadas. Sempre repetindo os comandos. Efetuada esta parte do exercício,
premiaremos o cão de imediato com palavras de carinho, ao mesmo tempo
em que o afagamos.
Após o cão estar perfeitamente condicionado neste tipo de exercício
começaremos a distanciar a mão, mandando-lhe apanhar novamente o
objeto da mão do adestrador. Repetiremos o exercício até o cão comece
apanhar o objeto do solo.
Quando o cão estiver apanhado e soltando com desenvoltura, mudaremos o
objeto, trocando-o sempre. O cão para aprender este exercício deve
encontra-se na posição de SIT ou SENTA . De acordo com o progresso do
ensinamento, vamos aumentando paulatinamente a distância entre o cão e o
objeto, até que o animal comece a transpor obstáculos (barreiras, cursos
d'água, etc.) com o objeto sem deixá-lo cair.
VII. EXERCÍCIO DE BUSCA.
A medida que a distancia vai sendo aumentada, comandamos ao cão:
BUSCA, APORT ou SEGURA.
Recomendamos o uso de objetos bem leves nos primeiros ensinamentos.
VIII. EXERCÍCIO DE CORTA
Estando o cão em posição SIT ou SENTA e na frente do adestrador, o qual
deverá estar com as mãos amarradas com um cordão fino e pouco
resistente, introduzir-se-a o cordão na boca do animal, dizendo-lhe CORTA.
Ao mesmo tempo que faz-se-a o movimento de vai e vem com o cordão
entre os seus maxilares. O ele não consiga cortar, força-se as mãos para
fora ajudando-o até o seu rompimento.
Tão logo isto aconteça elogiar-se-á efusivamente o cão demostrando que ele
proporcionou-lhe a liberdade, exclusivamente do animal.
Na medida que se prossegue com o exercício, o acostumamos a cortar
ataduras de várias espessuras e resistência, estando a pessoa que tem as
mãos amarradas em diferentes posições (deitado, sentado, com as mãos
para frente, com as mãos para trás, etc.).
Na medida em que o cão vai progredindo no exercício, podemos ainda,
introduzir junto com palavra CORTA SOCORRO, ou seja SOCORRO CORTA,
porque ai vai dar a entender que ele (o adestrador), necessita de sua ajuda
para se libertar. Terminado o exercício, premiaremos o cão com palavras de
carinho, ao mesmo tempo em que o afagamos.
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